Nutricionistas convergem experiências de diferentes programas com a telessaúde no Ciclo de Webinars ABTms 2021

Da nutrição clínica à segurança alimentar, incluindo programas dirigidos a idosos, mulheres na fase de amamentação, crianças, adolescentes, obesos e celíacos, entre outras especificidades, os profissionais da área de Nutrição desenvolveram novas formas de atuar em 2020, a grande maioria delas no terreno da telessaúde. Para falar sobre essas experiências, a ABTms promoveu um encontro com seis especialistas: “Telessaúde e Nutrição: visões de futuro”.

O webinar com pesquisadores e conselheiras indicadas pelo Conselho Federal de Nutricionistas pertence a uma série voltada ao debate com as profissões  da saúde e está disponível na íntegra no site da ABTms.

As colaboradoras federais do CFN Dra. Magda Ambros Cammerer e Dra. Liliana Paula Bricarello apresentaram as resoluções criadas a partir de 2020 para o setor, prorrogadas e aprimoradas com a extensão da pandemia. Entre as medidas implantadas pelo CFN, estão também a criação de um sistema de cadastro do nutricionista para a teleconsulta que visa garantir qualidade do atendimento: o e-nutricionista, com critérios e supervisão. Segundo Liliana, o DFN tem até o momento 9837 cadastros e espera ampliar sua adesão. Ela enfatizou também a confidencialidade e caráter privativo necessários para a teleconsulta e a simplicidade desse cadastro, assim como sua conexão com a recomendação de boas práticas.

Rafael Pinto Lourenço, chefe da Unidade de e-Saúde e Coordenador RUTE do Hospital Universitário de Lagarto (HUL/UFS/EBSERH) em Sergipe, apresentou a atuação da RUTE (Rede Universitária de Telemedicina) e sua organização por meio de SIGs (Special Interest Groups), a partir do recém criado SIG de Nutrição Clínica e Hospitalar.

A Dra. Elaine Pasquim, da Coordenação da Rede NutriSSAN do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações , apresentou a experiência da rede Latino-americana de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, atuante em nível nacional, por meio da plataforma NUTRISSAN. Por meio de parcerias com centros regionais, troca de conhecimento e compartilhamento de estrutura, recursos e valores, a rede desenvolveu novas possibilidades de trabalho e educação à distância, promovendo aprendizados e desafios.

A Dra. Luciana Castro, Profa. do Departamento de Nutrição Social do Instituto de Nutrição da UERJ apresentou experiências e conclusões de grupos como o MAMA (Mulheres apoiando Mulheres na Amamentação), que criou canais nas redes sociais para viabilizar seu papel durante a pandemia,  UNATI, curso para idosos, o Internato em Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva, curso de gestão e planejamento de políticas pública, o Curso de Atendimento à Obesidade em EAD e o atendimento na policlínica. Com respeito ao papel de todas essas frentes de atuação na pandemia, destacou o apoio afetivo que proporcionaram e a percepção maior das diferenças sociais.

A Dra. Amanda Bagolin (UFSC) compartilhou a experiência digital desenvolvida pelo Ambulatório de Nutrição para Celíacos, projeto de extensão universitária que teve o atendimento suspenso em 2020, por conta da pandemia. Com o desafio de manter sua orientação, criou um perfil de Instagram para difusão de informação, ao mesmo tempo em que se habilitava para o atendimento virtual com segurança, iniciado em fevereiro.

Com moderação do presidente da ABTms, Dr. Luiz Ary Messina, e participações da Dra. Alexandra Monteiro, diretora científica, e Dr. Paulo Lopes, secretário geral, o webinar proporcionou um rico debate à luz dessas e outras experiências dos integrantes da diretoria da ABTms, acumuladas não só em sua prática como também pelo intercâmbio com outras categorias.

Desde o início da pandemia, a ABTms realiza o ciclo de webinars 2020 e 2021, com a participação de renomados especialistas e seus respectivos Conselhos Federais nas áreas de medicina, enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, urgência e emergência, fonoaudiologia, odontologia, farmácia, psicologia e sessões internacionais com Argentina, México, Rússia, China, e mais recentemente com as ligas acadêmicas da saúde interessados em Telemedicina, Telessaúde e Saúde Digital.

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