Sessão 50 SIG RUTE COVID19 BR: Telessaúde na Argentina e no Brasil

No dia 31/8, o SIG COVID19 BR da RUTE/RNP, em parceria com a Associação Brasileira de Telessaúde e Telemedicina, realizará a sessão especial de número 50, que contará com um debate sobre a Telessaúde na Argentina e no Brasil, com a participação de representantes de ambos os Ministérios da Saúde.

As apresentações serão feitas pela Dra. Maria Celeste Savignan, coordinadora Nacional de Telesalud, Ministério de Salud de Argentina e pela Dra. Adriana da Silva e Sousa, diretora do Departamento de Saúde Digital, Ministério da Saúde do Brasil. A moderação ficará a cargo do Dr. Carlés Fabregas (Espanha) e do Dr. Luiz Ary Messina (RUTE/RNP, ABTms).

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ABTms e RUTE/RNP promoveram debate reabertura das creches e escolas durante a pandemia

Na segunda-feira, 17/8, o SIG COVID19 BR, da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE), em parceria com a Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde (ABTms), reuniu especialistas para debater um assunto que tem sido amplamente discutido pela sociedade brasileira: o retorno das creches e escolas durante a pandemia do novo coronavírus.

Participarem do encontro virtual a Dra. Claudia Nunes Duarte dos Santos, bióloga especialista em virologia molecular da Fiocruz-PR, a Dra. Rose Copelman, médica e professora de saúde ocupacional na Unirio e o Dr. Roberto Santoro, psiquiatra infantil do Hospital Municipal Jesus, do Rio de Janeiro e coordenador do Grupo de Trabalho sobre Saúde Mental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). A moderação foi realizada pela médica pediatra, professora da Uerj e uma das coordenadoras do SIG COVID19 BR, Dra. Evelyn Eisenstein.

A Dra. Claudia Nunes Duarte abriu os trabalhos abordando os aspectos da transmissibilidade do vírus, juntamente com um balanço sobre “o antes, o agora e o depois”. Ela informou que 75% das doenças infecciosas emergentes que afetam humanos são de origem animal e explicou os fatores que fazem esses vírus emergentes se alastrarem, para depois falar mais especificamente da relação de transmissibilidade ntre o coronavírus e as crianças.

“As crianças adoecem 50% menos que os adultos. Um dos motivos possíveis seria a menor expressão de receptores ACE2 na superfície das células do trato respiratório de crianças. Porém, vários estudos têm mostrado que, embora as crianças não tenham sinais clínicos aparentes, elas se infectam e são excelentes transmissoras do vírus. Apresentam alta carga viral. O que temos hoje é que a gente não sabe a incidência da SARS-COV-2 em crianças, porque testamos muito pouco. Então, não temos dados precisos sobre esses números. Até que se disponha de um tratamento ou de uma vacina segura, eficaz e com ampla distribuição para toda população. O distanciamento social, uso da máscara, a higiene das mãos, de objetos e ambientes serão as únicas alternativas para se desacelerar as infecções pelo SARS-Cov2 e o curso da pandemia”, afirmou a virologista.

Na sequência da mesa, a Dra. Rose Copelman tratou da prevenção da Covid-19 no ambiente escolar e frisou a importância da análise dos riscos e benefícios antes da tomada de qualquer decisão. Ela também alertou que as regiões e localidades estão vivendo diferentes momentos com relação ao vírus. “A gente não pode falar de reabertura para todo Brasil no mesmo momento”, disse a especialista em saúde ocupacional, complementando. “A escola tem, sim, uma responsabilidade grande na hora que ela reabre. Precisa ter a confiança dos pais e não dá para coloca política à frente da ciência em um momento importante como esse no país”.

Copelman apresentou dois estudos feitos recentemente com relação à reabertura das escolas: um da Coreia do Sul, e outro da Europa. O primeiro que concluiu que a transmissão domiciliar é muito mais intensa do que a comunitária e que crianças pequenas perdem em medidas de mitigação, mas ganham na epidemiologia por transmitirem menos.

Já o segundo chegou às seguintes conclusões: o fechamento das escolas só faz sentido no pico, pois todos os profissionais que trabalham nelas enfrentam o mesmo risco dos demais profissionais de outros segmentos.  A escola não direciona o vírus para a comunidade e não representa maior risco que outros locais. Os casos de contaminação identificados foram decorrentes de transmissão residencial.

A médica finalizou sua participação falando da experiência pessoal que ela está tendo, juntamente com uma instituição de ensino que possui algumas escolas no estado do Rio de Janeiro. Ela apresentou todos os protocolos instituídos para deixar os colégios prontos para receber os alunos.

O Dr. Roberto Santoro deu sequência ao debate trazendo a questão da saúde mental das crianças e adolescentes neste período de isolamento social.

“Quando nós falamos de crianças e adolescentes, a situação é ainda mais séria e mais grave, porque eles estão em desenvolvimento e dependem do ambiente em que ele se realiza. Essas crianças dependem também da estabilidade do meio. Porque, como elas estão se organizando, a organização do dia a dia é estruturante para elas. Então, o que nós vemos nesta imensa invasão nas nossas vidas, o impacto é muito maior sobre crianças e adolescentes por uma série de fatores. Elas estão privadas de suas rotinas, muitas delas estão com seus contatos sociais ou afetivos e familiares reduzidos. Estão privadas do ambiente da escola que é fundamental para a socialização e o aprendizado. Vale a gente adiantar o seguinte: ensino online é o que é possível para essas crianças e adolescentes neste momento, mas não é a mesma coisa do presencial”, explicou o psiquiatra infantil.

A moderadora do encontro e coordenadora do SIG COVID19 BR, Dra. Evelyn Eisenstein, fechou a série de apresentações alertando sobre os principais sinais e sintomas da Covid-19, que são inespecíficos. Ela ressaltou que os pais precisam estar alertas a eles, principalmente à febre alta e persistente, à queda do estado geral, e à Síndrome Inflamatória Multissistêmcia.

Evelyn concluiu trazendo à tona o artigo 227 da Constituição Federal, que determina que a proteção integral da saúde e da educação da criança e do adolescente deve ser prioridade absoluta o Brasil.

“Quando falamos em criança e adolescentes, não existe diferenças entre os de escolas públicas e escolas privadas. Crianças e adolescentes são indivíduos que estão em uma fase importante de crescimento e desenvolvimento, cada uma no seu momento, no seu tempo, com as suas necessidades. Nós temos, realmente, que cuidar do entorno onde eles estão”, alertou a pediatra.

Confira a sessão na íntegra


ABTms participou do Fórum de Ações Estudantis na Pandemia

A Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde (ABTms) participou do I Fórum de Ações Estudantis na Pandemia. Esse fórum foi realizado no sábado, 25 de julho, com o objetivo de integrar os estudantes de todo o país que, durante o período da pandemia, uniram-se em suas respectivas universidades para criação de projetos voluntários. O presidente da ABTms, Prof. Luiz Ary Messina, participou do evento apresentando a palestra “O uso da telemedicina, acelerado pela pandemia, veio pra ficar?”. Na sessão de Telessaúde foram apresentados vários projetos inovadores, como o ORIENTA COVID, que teve início na Unicamp e atualmente reúne 13 universidades de 7 estados do Brasil. Outros tópicos debatidos no fórum foram “Saúde mental – O que mudou no contexto de saúde mental dos profissionais e estudantes de saúde com a pandemia?”e “Universidade além dos muros – qual a função social das universidades, especialmente dos cursos da área de saúde, durante a pandemia?”. O Fórum foi uma iniciativa da UNIRIO e UNIFESP e teve o apoio de outras 15 universidades, de um total de 11 estados, e do Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina (DENEM), da Rede Universitária de Telemedicina (RUTE) e da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP). O evento gratuito foi inteiramente online pelo link youtu.be/935TpInmxRI e teve a participação de 128 pessoas.

Editorial ABTms 2020/2022

Há poucas semanas fomos eleitos, em Assembléia Geral da ABTms, para compor sua nova Diretoria Executiva. Entramos nesta jornada com o propósito de contribuir para que nossa Associação torne-se representativa nacionalmente e internacionalmente do ecossistema da telemedicina, telessaúde e saúde digital em nosso país.

Sabemos ser esta uma missão desafiadora, mas acreditamos que, num trabalho conjunto com todos atores deste ecossistema, avançaremos de forma gradual nos objetivos e metas a serem alcançados. Para tal, junto com o processo de transição de gestão, já iniciamos a construção do planejamento estratégico da ABTms, que norteará as ações a serem conduzidas nos próximos dois anos.
Estamos num momento único da história da humanidade, onde a pandemia da Covid-19 está transformando a forma em que vivemos e nos relacionamos. Neste momento, a telemedicina e a telessaúde estão podendo demonstrar todo seu valor nos cuidados à saúde das pessoas e seus profissionais.
A disponibilidade destas tecnologias auxilia inconteste ações na saúde, facilitando a compreensão sobre os processos, gargalos, possibilidades e limitações dos sistemas de saúde.
A utilização de suas modalidades (teletriagem, teleconsulta, telediagnóstico, entre outras) devem ter o paciente como centro. O caminho trilhado pelas TICs aplicadas à saúde assumiu no Brasil desde a década de 80 implantações graduais em clínicas e hospitais. O desenvolvimento permaneceu crescente, com novas funcionalidades e comprovação de eficiência na rotina organizacional, gerencial, logística e financeira nas instituições de saúde.
As infra-estruturas de redes evoluíram e a comunicação passou de um-para-um para muitos-para-muitos viabilizando novos tipos de cooperação, novos fluxos operacionais, novas responsabilidades e maior compreensão sobre a importância na segurança das informações (disponibilidade, integridade e confidencialidade), dos pacientes e dos profissionais da saúde.
A adoção da Saúde Digital, Telemedicina e Telessaúde aumenta o acesso das pessoas aos cuidados à saúde, incrementa a resolutividade dos problemas de saúde e auxilia na organização dos sistemas de saúde, dinamizando a condução dos processos. Atuando na promoção à saúde, na prevenção, na formação permanente dos profissionais que atuam na área da saúde estas tecnologias contribuem para obtermos melhores desfechos, o que inclui a redução de custos na saúde. E contribui para a universalização dos sistemas de Saúde.
Governo, empresas, instituições, associações, academia e profissionais que atuam na saúde unificam o conhecimento necessário ao estabelecimento amplo de inovações aplicáveis na prática.
A Lei Nº 13.989, DE 15 DE ABRIL DE 2020, que dispõe sobre o uso da telemedicina durante a crise causada pelo coronavírus (SARS-CoV-2)[1] abre a discussão sobre a continuidade da telemedicina e da telessaúde após a pandemia. Após 20 anos de experiências e serviços no Brasil, alguns inclusive de alta representação, escala e reconhecimento nacional e internacional, temos a oportunidade de ampliar os benefícios que estas tecnologias oferecem, mas necessariamente conhecendo, também, as suas limitações.
A experiência conjunta de todos atores do ecossistema da Saúde Digital integra a base do conhecimento e gera a possibilidade de uma expansão altamente qualificada na capacitação e formação de alunos e profissionais que utilizam e utilizarão as soluções digitais, a telemedicina e a telessaúde.
Primeiro foram os bancos, depois a indústria, agora o mundo acompanha a transformação da saúde com a adoção intensiva de TICs. Recursos humanos, tecnológicos e financeiros adequados precisam ser investidos, também, em mais ciência e educação permanente, contribuindo para que a evidência científica, insumos, criatividade e a inovação gerem a necessária transformação digital em saúde em nosso país.

Diretoria Executiva 2020-2022


Eleita nova diretoria da ABTMS

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE TELEMEDICINA E TELESSAÚDE (ABTMS) comunica que a chapa NOVABTms foi eleita e empossada  nesta segunda feira (30/03) para o exercício de 2020/2021. Diretoria Executiva:
  • Presidente: Luiz Ary Messina
  • Vice-Presidente: Jefferson Gomes Fernandes
  • Secretário Geral: Paulo Roberto de Lima Lopes
  • Diretor de Relações Institucionais: Jefferson Gomes Fernandes
  • Diretora Científica: Alexandra Maria Vieira Monteiro
  • Diretor de Finanças: Daniel Santos
Conselho Fiscal:
  • Humberto Oliveira Serra
  • Deise Garrido
  • Gustavo Kuster