Telemedicina: desafios após a pandemia

A medicina a distância amplia o atendimento e a pandemia mostrou que a modalidade veio pra ficar, requer regulamentação e precisa ser profissionalizada. Essa é uma das conclusões do 7º Fórum A Saúde no Brasil, realizado pela Folha de S. Paulo, que debateu o potencial e desafios da telemedicina.

O evento teve participação da Dr. Alexandra Monteiro, coordenadora do mestrado em telemedicina e telessaúde da UERJ, diretora da ABTms e representante da unidade Rute (Rede Universitária de Telemedicina) da UERJ.

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ABTms em conexão

A Telessaúde está cada dia mais presente no mundo da Computação. Paulo Lopes (RNP/RUTE e Secretário Geral da ABTm) participou do Painel Saúde Digital no enfrentamento da Covid-19, no Simpósio Brasileiro de Computação Aplicada à Saúde, SBCAS/SBC.

No painel, apresentou iniciativas implementadas antes e durante a pandemia, assinalando os desafios para a sociedade e o compromisso da ABTms em trabalhar com conselhos e demais sociedades e associações profissionais na construção de uma Saúde Digital segura e de qualidade.


A telemedicina como questão de vida ou morte

Os avanços e desafios da Telessaúde na Urgência e Emergência foram tema de webinar realizado pela ABTms, com apoio de várias entidades. Participaram da apresentação os especialistas Dr. João José Carvalho (Hospital Geral de Fortaleza), Prof. Dr. Milton Steinman (HI Albert Einstein), Dr. Luciano Eifler (Ulbra, Unisinos e CEO ConceptMed), Prof. Luiz Ary Messina (Rute/RNP e ABTms), com moderação do Prof. Dr. Gustavo Fraga FCM Unicamp) e Dr. Rodrigo Caselli (Hospital de Base DF).

O link para assistir ao webinar na íntegra está disponível com exclusividade para os associados da ABTms. Solicite seu acesso e venha participar dessa transformação.

Unânimes em identificar os passos gigantescos da telemedicina na pandemia, relataram experiências de grande êxito em vários segmentos, do combate à Covid-19 nos hospitais de Manaus a rotinas extremamente impactadas pelo acesso à tecnologia, como o atendimento de pacientes com AVC e traumas neurológicos pela rede pública.

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NOTA DE POSICIONAMENTO

Considerando a trajetória de 20 anos da Associação Brasileira de Telemedicina e Telessaúde (ABTms) na interface com a Academia, as Associações de Classe, o Governo Federal, o Governo Estadual, o Mercado e o Terceiro Setor em suas iniciativas e ações visando contribuir para a universalização do acesso à saúde pela Telessaúde;

Considerando a situação de Emergência em Saúde Pública nacional e internacional em razão da pandemia pelo Corona vírus Covid-19; 

Considerando a Portaria nº. 467, de 20 de março de 2020, do Ministério da Saúde; 

Considerando a Lei de Telemedicina nº 13.989, de 15 de abril de 2020 atualizada em 20/8/2020, que dispõe sobre o uso da Telemedicina durante a crise causada pelo Coronavírus Covid-19;  

Considerando a Lei Geral de Proteção de Dados nº 13.709/2018; e 

Considerando a necessidade do avanço da Telemedicina e da Telessaúde no Brasil como um país de dimensões continentais. 

A ABTms vem a público se manifestar que: 

  1. Recomenda que a Telemedicina e a Telessaúde se tornem uma Política de Saúde de Estado, a despeito do cenário atual da pandemia pelo Coronavírus Covid-19;  
  1. Recomenda que os Conselhos e Sociedades Profissionais em Medicina e das demais profissões da Saúde estabeleçam regulamentações de boas práticas específicas para a Telemedicina e a Telessaúde; 
  1. Recomenda que entidades representantes das especialidades em Medicina e das demais profissões da Saúde estabeleçam diretrizes atendendo às demandas específicas para a prática da assistência remota em saúde; 
  1. Recomenda que as Sociedades vinculadas à Tecnologia da Informação e Comunicação aplicadas à Saúde estabeleçam recomendações específicas para o desenvolvimento e a operação de infraestruturas e plataformas aderentes aos princípios da bioética e suas consequências relacionadas, a nova lei LGPD, aos protocolos específicos de segurança e a mitigação de risco; 
  1. Recomenda as inserções de conteúdos ou disciplinas de Telemedicina e Telessaúde, e mais amplamente a literacia em Saúde Digital, nos cursos de graduação e de pós-graduação das áreas da saúde e de suas áreas afins nesse contexto; 
  1. Recomenda aos profissionais da saúde que busquem ativamente qualificação profissional pela formação, capacitação e aprimoramento contínuo para o exercício responsável da Telemedicina e da Telessaúde visando sempre o melhor cuidado às pessoas e à população; 
  1. Coloca-se à disposição como uma Associação que congrega de forma neutra e ampla pessoas físicas e jurídicas e possui as competências, com reconhecimento nacional e internacional, para a ampla discussão e implementação das boas práticas para a Telemedicina, Telessaúde e Saúde Digital. 

Luiz Ary Messina – Presidente ABTMS (2020-2021)

Jefferson Gomes Fernandes – Vice-Presidente

Alexandra Monteiro – Diretor Científico 

Paulo Lopes – Secretário Geral

Evelyn Eisenstein – Colaborador

Gustavo Fraga – Colaborador